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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Caetano Veloso - Qualquer Coisa - 1975

84º Ranking Rolling Stones Magazine



Faixas

  1. Qualquer coisa (Caetano Veloso)
  2. Da maior importância (Caetano Veloso)
  3. Samba e amor (Chico Buarque)
  4. Madrugada e amor (José Messias)
  5. A tua presença morena (Caetano Veloso)
  6. Drume Negrinha (Drume negrita) (Ernesto Grenet)
  7. Jorge de Capadócia (Jorge Ben)
  8. Eleanor Rigby (McCarney, Lennon)
  9. For No One (McCartney, Lennon)
  10. Lady Madonna (McCartney, Lennon)
  11. La flor de la canela (Chabuca Granda)
  12. Nicinha (Caetano Veloso)









Kid Abelha - Meio Desligado - 1995

89º Ranking Rolling Stones Magazine



1. Deus (Apareça na televisão)
2. Alice (Não me escreva aquela carta de amor)
3. Gosto de ser cruel
4. Como eu quero
5. Porque não eu
6. Seu espião
7. Eu tive um sonho
8. O beijo
9. Cristina
10.No meio da rua
11.Nada por mim
12.Grand' hotel - Introdução
13.Grand' hotel
14.Solidão que nada
15.Canário do reino

Meio Desligado é o segundo álbum ao vivo da banda brasileira de pop rock Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, posteriormente conhecidos apenas como Kid Abelha, lançado originalmente em 1994 pela Warner Music. O álbum vendeu certa de 600 mil cópias, ganhando disco de platina duplo pela ABPD, sendo o disco que mais vendeu da banda até aquele momento e marcando o sucesso da canção "Solidão Que Nada" Foi o primeiro acústico da banda.

Acontece uma certa renovação do público da banda. O disco atinge uma vendagem extraordinária, ganhando o primeiro duplo de platina. Traz uma versão meio mística de Deus (Apareça na Televisão); deliciosas versões românticas para Alice (Não Me Escreva Aquela Carta de Amor), Seu Espião, Porque Não Eu? e Gosto de Ser Cruel, com bastante violão e piano; No Meio da Rua vem com uma versão meio country; três regravações, sendo elas Canário do Reino, Cristina (de Tim Maia) e Solidão Que Nada (de Cazuza). Também os sucessos Grand' Hotel, Como Eu Quero e Eu Tive um Sonho preenchiam o disco. Apesar de ser um disco acústico gravado ao vivo, não teve versão em home vídeo. É o último trabalho da banda lançado em LP.

Plebe Rude - O Concreto já rachou - 1986

57º Ranking Rolling Stones Magazine



1 Até quando esperar
(André X, Gutje, Philippe Seabra)
2 Proteção
(Philippe Seabra)
3 Johnny vai à guerra [Outra vez]
(Plebe Rude)
4 Minha renda
(Philippe Seabra, Plebe Rude)
5 Sexo e karatê
(André X, Jander Bilaphra)
6 Seu jogo
(André X, Gutje, Philippe Seabra, Jander Bilaphra)
7 Brasília
(Plebe Rude)

O Concreto Já Rachou foi o primeiro álbum gravado pela banda brasileira de punk rock Plebe Rude. Lançado como um mini LP contendo sete faixas e produzido por Herbert Vianna integrante da banda Os Paralamas do Sucesso. Comercialmente, é o álbum mais bem sucedido da banda, alcançando disco de ouro com cerca de 200.000 cópias.

Contém músicas que fizeram grande sucesso nas rádios como "Até Quando Esperar" e "Proteção". É considerado um dos melhores discos do rock brasileiro. Um exemplo disso é que este álbum está na lista dos 100 melhores discos da música brasileira, feita pela revista Rolling Stone, ficando em 57º lugar. O álbum é executado por inteiro na maioria dos shows da banda. Isso deve-se ao fato do LP apresentar apenas 7 músicas. Recentemente, o álbum foi relançado ao lado do primeiro disco da Legião Urbana, também de 1985 e do primeiro álbum do Capital Inicial, de 1986.

Plebe Rude

Banda de rock formada em 1981 em Brasília (Phillipe Seabra, guitarra e voz; Jander Ribeiro, guitarra; André X, baixo; Gultje, bateria), começou se destacando no meio punk-rock por volta de 1982, em uma época em que a efervescência roqueira da capital federal era grande. 


Mais tarde foram para São Paulo, onde tocaram com Ira e para o Rio, onde dividiram palco com Paralamas do Sucesso e Legião Urbana. O primeiro álbum, o mini LP "O Concreto Já Rachou", de 1986, lançou a banda com sucesso. Incluía as faixas "Até Quando Esperar", "Proteção" e "Johnny Vai à Guerra". Depois de mais dois discos lançados nos anos 80 ("Nunca Fomos Tão Brasileiros" e "Plebe Rude III"), separaram-se por um tempo e voltaram a tocar juntos na década de 90, quando os três primeiros discos foram relançados em CD, numa caixa intitulada "Portfolio".


Em 2000 lançam "Enquanto a Trégua Não Vem" um CD ao vivo com músicas inéditas e velhos sucessos. Neste ano, a Plebe Rude, conforme prometido naquela volta temporária, lançou o CD em várias capitais e se juntou poucas vezes ao ano para shows esporádicos. 

Mas só em 2003 que Philippe Seabra e André X, fundadores da Plebe Rude, resolveram que era a hora da banda voltar de vez. Em 2004 chamaram o Clemente - vocalista e guitarrista da banda irmã da Plebe em SP, Os Inocentes - e o baterista de Brasília, o ex-Maskavo Txotxa. O novo disco, intitulado "R ao contrário", está em fase de finalização.

Arnaldo Baptista - Loki - 1974

34º Ranking Rolling Stones Magazine





01- Será que eu vou virar bolor
02- Uma pessoa só
03- Não estou nem aí
04- Vou me afundar na lingerie
05- Honky tonky (patrulha do espaço)
06- Cê ta pensando que eu sou loki
07- Desculpe
08- Navegar de novo
09- Te amos podes crer
10- É fácil

Foi lançado em 1974 depois de um suposto ataque nervoso e é considerado um dos melhores álbuns dos anos 70. O álbum expressa sua angústia perante a sociedade pós-contemporânea, unida à análise de sufocantes aspectos da humanidade: solidão, drogas, sexo e até óvnis.
Nesse álbum seminal, Arnaldo Baptista expõe de forma pungente - e até mesmo ressentida, a despeito de seu enorme talento - sua infelicidade, decepção e arrependimento; Devastado pelo divórcio com Rita Lee, Arnaldo realiza algumas de suas composições mais inspiradas e melancólicas, no que seria uma espécie de último lampejo criador precedendo a derrocada psiquiátrica de que até hoje padece e que já então se anunciava de forma evidente. Uma clara evidência da tênue linha existente entre loucura e genialidade.
A enorme gama de estruturas melódicas explorada ao longo das faixas mostra o Arnaldo sambista; o Arnaldo roqueiro; e até mesmo o compositor jazzístico, como na célebre Honky tonky.
O álbum foi eleito pela revista Rolling Stone como o 34º melhor álbum brasileiro de todos os tempos.

Arnaldo Baptista nascimento 06/07/1948

Pianista de formação clássica, baixista e compositor, foi fundador do grupo Os Mutantes, formado em São Paulo em 1966, originalmente com Rita Lee e Sergio Dias, e que definiu rumos para o rock e a música pop brasileira. Arnaldo, um dos "malditos" da cultura brasileira, é considerado uma figura de transição entre o tropicalismo dos anos 70 e o rock brasileiro dos 80. Já foi internado em sanatórios e tentou o suicídio. Virou tema de vídeo e livro. 

Em 1974 lançou um disco solo, "Loki?", e três anos depois montou a banda Patrulha do Espaço, que lançou discos nos anos 80. A partir de meados da década de 80 passa a se dedicar também à literatura e à pintura, até que em 1995 assina contrato com a gravadora Virgin Brasil, que lança "Singin' Alone".

Dorival Caymmi- Caymmi e seu violão - 1959

33º Ranking Rolling Stones Magazine



01 - Canoeiro
02 - A jangada voltou só
03 - Dois de fevereiro
04 - É doce morrer no mar
05 - Coqueiro de Itapoã
06 - O mar
07 - O vento
08 - O bem do mar
09 - Quem vem pra beira do mar.m
10 - A lenda do Abaeté
11 - Promessa de pescador
12 - Noite de temporal

Dorival Caymmi nascimento 30/04/1914

Compositor baiano responsável em grande parte pela imagem que a Bahia tem hoje em dia, seu estilo inimitável de compor e cantar influenciou várias gerações de músicos brasileiros. Em Salvador teve vários trabalhos antes de tentar a sorte como cantor de rádio, e como compositor ganhou um concurso de músicas de carnaval em 1936. Dois anos mais tarde foi para o Rio de Janeiro com o objetivo de realizar o curso preparatório de Direito e talvez arranjar um emprego como jornalista, profissão que já havia exercido em Salvador. Mas, incentivado pelos amigos, muda de idéia e resolve enveredar para a música. Primeiro, por obra do acaso, tem sua música "O Que É Que a Baiana Tem" incluída no filme "Banana da Terra", estrelado por Carmen Miranda. Em seguida sua música "O Mar" foi colocada em um espetáculo promovido pela então primeira-dama Darcy Vargas.

Daí em diante seu prestígio foi se ampliando. Passou a atuar na Rádio Nacional, onde conheceu a cantora Stella Maris, com quem se casou em 1940 e permanece casado até hoje. Seus filhos Dori, Danilo e Nana também são músicos. As canções que celebrizaram Caymmi versam na maioria das vezes sobre temas praieiros ou sobre a Bahia e as belezas da terra, o que colaborou para fixar, de certa forma, uma imagem do Brasil para o exterior e para os próprios brasileiros.

Algumas das mais marcantes são "A Lenda do Abaeté", "Promessa de Pescador", "É Doce Morrer no Mar", "Marina", "Não Tem Solução", "João Valentão", "Maracangalha", "Saudade de Itapoã", "Doralice", "Samba da Minha Terra", "Lá Vem a Baiana", "Suíte dos Pescadores", "Sábado em Copacabana", "Nem Eu", "Nunca Mais", "Saudades da Bahia", "Dora", "Oração pra Mãe Menininha", "Rosa Morena", "Eu Não Tenho Onde Morar", "Promessa de Pescador", "Das Rosas". Em 60 anos de carreira, Dorival Caymmi gravou cerca de 20 discos, mas o número de versões de suas músicas feitas por outros intérpretes é praticamente incalculável. Sua obra, considerada pequena em quantidade, compensa essa falsa impressão com inigualável número de obras-primas. A editora Lumiar lançou em 1994 o songbook com suas obras, acompanhado por três CDs.

Doces Bárbaros-Caetano-Bethania-Gal-Gil-1976

95º Ranking Rolling Stones Magazine





Doces Bárbaros é o nome de um grupo de MPB dos anos 70 formado por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. O grupo surgiu para comemorar os 10 anos de carreira solo dos seus componentes, que pretendiam além de realizar shows, gravar um disco ao vivo e registrar tudo em um documentário.

Como grupo, Doces Bárbaros pode ser descrito como uma típica banda hippie dos anos 70, mas sua característica marcante é a brasilidade e o regionalismo baiano, naturalidade de todos os integrantes.
O disco de 1976 é considerado por muitos uma obra-prima da música brasileira, mas, curiosamente, na época do lançamento, foi duramente criticado.

Idealizada por Maria Bethânia, a banda interpretou composições de Caetano e Gil, fora algumas canções de outros compositores como Fé cega, faca amolada de Milton Nascimento e o clássico popular Atiraste uma pedra, de Herivelto Martins.

Inicialmente o disco LP seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.

Na época da turnê, Gilberto Gil foi preso em Florianópolis por porte de drogas, fato que acabou sendo registrado no documentário Doces Bárbaros, dirigido por Jom Tob Azulay.
Depois disso já foi feito outro filme comemorativo, DVD, enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994 com a canção Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu (paráfrase da música Atrás do trio elétrico, lançada por Caetano em 1969), já comandaram trio elétrico no carnaval de Salvador, fizeram espetáculos na praia de Copacabana e uma apresentação para a Rainha da Inglaterra.


CD 1
01-Eu e ela estávamos ali encostados na parede
02-Esotérico
03-Eu Te Amo
04-O Seu Amor
05-Quando
06-Pé Quente, Cabeça Fria
07-Peixe
08-Um Índio
09-São João, Xangô Menino
10-Nós, Por Exemplo
11-Os Mais Doces Bárbaros

CD 2
01-Os Mais Doces Bárbaros
02-Fé Cega Faca Amolada
03-Atiraste Uma Pedra
04-Pássaro Proibido
05-Chuckberry Fields Forever
06-Gênesis
07-Tarasca Guidon



Erasmo Carlos - Os Tremendões - 1970

31º Ranking Rolling Stones Magazine




01- Estou dez anos atrasado
02 - Gloriosa
03 - Espuma Congelada
04 - Teletema
05 - Jeep
06 - Sentado a Beira do Caminho
07 - Coqueiro Verde
08 - Saudosismo
09 - Aquarela do Brasil
10 - A Bronca da Galinha Porque Viu o Galo Co...
11 - Menina
12 - Vou Ficar Nú Pra Chamar Sua Atenção
13 - Sentado a La Vera Del Camino (Bônus Track)


Erasmo Carlos nascimento 05/06/1941

Parceiro cativo de Roberto Carlos (praticamente todas as músicas que lançam são assinadas em dupla) e um dos grandes roqueiros brasileiros, o carioca Erasmo Carlos começou carreira musical em 1958 cantando no grupo The Sputniks, do qual ainda faziam parte Roberto, Tim Maia, Arlênio Lívio, Edson Trindade e China, todos integrantes da turma roqueira da Rua do Matoso, no bairro da Tijuca. Sem Tim, os Sputniks viraram The Snakes – mais tarde, perderiam Roberto também. O resultado é que, em 1962, Erasmo estaria cantando no grupo Renato e Seus Blue Caps, com quem gravou LP homônimo. 

Seu primeiro grande sucesso viria em 1964, já em carreira solo: “Festa de Arromba”, composta em parceria com Roberto. No ano seguinte, Erasmo, seu parceiro e a cantora Wanderléa foram convidados para apresentarem o programa de auditório da TV Record Jovem Guarda, catalizador de toda aquela música jovem que estava sendo feita no Brasil. Rebatizado de “O Tremendão”, Erasmo iniciou uma longa fileira de sucessos: “Você Me Acende”, “Gatinha Manhosa”, “Terror dos Namorados”, “Vou Ficar Nu Para Chamar Sua Atenção”, “Minha Fama de Mau”, “Estou Dez Anos Atrasado”, “Vem Quente Que Estou Fervendo”, “Coqueiro Verde”, “Sentado à Beira do Caminho”, entre outros. 

Ator nos filmes “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa”, “A 300 km por hora” e “Os Machões”, ele gravou nos anos 70 importantes LPs, como “Sonhos e Memórias – 1941-1972” (das músicas “Mané João” e “Mundo Cão”) e “1990 – Projeto Salvaterra”, dos hits “Sou uma Criança, Não Entendo Nada” e “Cachaça Mecânica” (de surpreendente êxito no mercado holandês). Voltaria ao sucesso esporadicamente nos anos 80, com as músicas “Mulher” (parceria com a mulher, Narinha), “Mesmo Que Seja Eu”, “Pega na Mentira” e “Close”. No final dos anos oitenta, Erasmo regravou sua “A Carta” em dueto com Renato Russo, da Legião Urbana. Em 1997, foi homenageado junto com Roberto Carlos pelo conjunto da obra, no XVII Prêmio Shell para a Música Brasileira.

Os Mutantes - Jardim Elétrico - 1971

72º Ranking Rolling Stones Magazine




01-Top top
02-Benvinda
03-Tecnicolor
04-El justiciero
05-It's very nice pra xuxu
06-Portugal de navio
07-Virginia
08-Jardim elétrico
09-Lady, lady
10-Saravá
11-Baby

Músicos

  • Arnaldo Baptista: teclados, vocais
  • Rita Lee: vocais
  • Sérgio Dias: guitarras, vocais
  • Liminha: baixo, vocais
  • Dinho Leme: bateria
Participação:
  • Rogério Duprat: arranjos orquestrais

Mutantes

Conjunto formado em São Paulo nos anos 60, passou por diversas formações e teve vários nomes (Wooden Faces, Six Sided Rockers, O Conjunto, O'Seis) até se consolidar como o trio Os Mutantes, em 1966, em um programa de televisão: Rita Lee, Arnaldo Baptista, Sérgio Dias. No ano seguinte, conseguiram o segundo lugar no festival da Record acompanhando Gilberto Gil em "Domingo no Parque". Em 1968 gravaram o clássico LP "Tropicália ou Panis et Circensis" na companhia de Gil, Caetano, Gal, Tom Zé e Nara Leão. No mesmo ano sai o primeiro LP só dos Mutantes, com os sucessos "Bat Macumba" (Gil), "Panis et Circensis" e "A Minha Menina" (Jorge Ben Jor).
 Os Mutantes se consagraram como um grupo musicalmente criativo e com uma postura de deboche e irreverência. Apresentaram-se na França em 1969 e lançaram o segundo disco. Participaram de outros festivais, acompanhando Caetano Veloso em 1968 com "É Proibido Proibir" e atuando sozinhos com "Dom Quixote" e "2001" e em 1970 com "Ando Meio Desligado". O histórico show "Planeta dos Mutantes", realizado em 1969 no Teatro Casa Grande, no Rio, consagrou o grupo na cena roqueira inovadora da música brasileira. 
Em 1972 lançaram "Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets", com um dos maiores sucessos da carreira, a "Balada do Louco". No fim desse ano o grupo se desfez e voltou depois em mais de uma ocasião com formações diferentes, que incluíram Liminha, Antônio Pedro Medeiros, Rui Mota, Dinho, Manito, Túlio. Rita Lee seguiu uma bem-sucedida carreira solo como roqueira e Os Mutantes viraram história, contando inclusive com um disco-tributo, "Triângulo sem Bermudas", gravado em 1996. Em 2000 a Universal lançou "Tecnicolor", um disco gravado em 1970 em Paris, com versões em inglês para "Ando Meio Desligado" ("I Feel a Little Spaced Out"), "Panis et Circensis", "A Minha Menina" ("She's My Shoo Shoo").

Tim Maia - 1970

25º Ranking Rolling Stones Magazine




01 - Coroné Antônio Bento
02 - Cristina
03 - Jurema
04 - Padre Cícero
05 - Flamengo
06 - Você Fingiu
07 - Eu Amo Você
08 - Primavera
09 - Risos
10 - Azul Da Cor Do Mar
11 - Cristina
12 - Tributo A Booker Pitman

Tim Maia é o primeiro álbum de estúdio gravado pelo cantor e compositor brasileiro Tim Maia, e lançado em 1970 pela Polydor, selo da antiga gravadora Polygram. O disco foi bem recebido pelo público, e foi um dos mais vendidos do ano seguinte ao seu lançamento. Contém clássicos da carreira de Tim Maia como "Azul da Cor do Mar" e "Primavera (Vai Chuva)". 

O disco contém uma mistura de rock e soul. O LP foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o 25º melhor disco brasileiro de todos os tempos. Quando lançou seu primeiro álbum, Tim Maia, no início da década de 1970, Tim Maia havia gravado apenas dois compactos.

Foi Nelson Motta, produtor musical, quem ajudou o então pouco conhecido Maia, após ter escutado a canção "Primavera (vai chuva)". Motta, que gostou muito do trabalho e da pessoa de Maia, o colocou em contato com Elis Regina, com quem gravou These are the songs, no ano de 1969. Isso chamou a atenção de sua gravadora, a Polydor, que acelerou o processo de gravação de seu primeiro long play. A gravação do disco de Tim Maia também foi recomendada pelo grupo musical de rock psicodélico Os Mutantes.

Neste álbum, Tim Maia incorporou na música brasileira o soul dos negros norte-americanos. Compôs com o músico paraibano Genival Cassiano a canção "Padre Cícero", uma canção que mistura os elementos principais do baião – ritmo mais popular no Nordeste do Brasil – ao soul, em uma homenagem à Padre Cícero. Mais de 30 anos depois, o disco ainda é referência pela riqueza das melodias e arranjos.

Moacir Santos - Coisas - 1965

23º Ranking Rolling Stones Magazine





Coisas é um álbum do um arranjador, compositor, maestro e multi-instrumentista brasileiro Moacir Santos, lançado em 1965.
"Coisas" é o álbum de estréia de Moacir Santos. Lançado em 1965 pelo selo Forma, o LP teve a produção de Roberto Quartin. As dez faixas do álbum foram nomeadas como "Coisas" - numeradas de 1 a 10, mas dispostas no LP fora de ordem.
O LP foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o 23º melhor disco brasileiro de todos os tempos.

Faixas


  1. Coisa nº 4 (Moacir Santos) - 04:03
  2. Coisa nº 10 (Mário Telles - Moacir Santos) - 02:47
  3. Coisa nº 5 (Mário Telles - Moacir Santos) - 02:27
  4. Coisa nº 3 (Moacir Santos) - 02:20
  5. Coisa nº 2 (Moacir Santos) - 02:43
  6. Coisa nº 9 (Moacir Santos) 04:57
  7. Coisa nº 6 (Moacir Santos)
  8. Coisa nº 7 (Moacir Santos) - 03:06
  9. Coisa nº 1 (Clóvis Mello - Moacir Santos) - 03:00
  10. Coisa nº 8 (Regina Werneck - Moacir Santos) - 03:08

Moacir Santos nascimento 08/04/1924

Nascido no sertão pernambucano, começou a tocar clarinete aos 11 anos. Ainda adolescente foi para Recife e em seguida excursionou com um circo pelo interior do estado e tocou em bandas. Nos anos 40 trabalhou na Bahia, Ceará e Paraíba. Por essa época aprendeu a tocar saxofone. Juntou-se à Orquestra Tabajara de Severino Araújo e foi para o Rio de Janeiro em 1948. Logo foi contratado pela Rádio Nacional, onde permaneceu por 19 anos. Além de instrumentista, atuava também como maestro e arranjador. Foi professor de Roberto Menescal, Nara Leão, Sergio Mendes e outros, e nos anos 50 e 60 compôs em parceria com músicos como Vinicius de Moraes e Mário Telles. É considerado um dos grandes mestres da renovação harmônica da MPB. Seu primeiro disco, "Coisas", foi lançado em 1965 pelo selo Forma com todas as dez faixas numeradas com esse nome. Mais tarde fez trilhas para cinema, trabalho que o levou para os Estados Unidos, para onde se mudou. Lá trabalha com cinema, é professor de música e passou a se interessar também por música erudita. Gravou discos pela gravadora Blue Note e vem esporadicamente ao Brasil, onde já recebeu diversas homenagens. Entre suas composições mais célebres e gravadas estão "Nanã" (com Mário Telles), "Menino Travesso", "Triste de Quem" e "Se Você Disser que Sim", todas com Vinicius de Moraes. O parceiro Vinicius o homenageou no "Samba da Bênção" (com Baden Powell): "Moacir Santos/ tu que não és um só, és tantos/ como este meu Brasil de todos os santos").

Roberto Carlos - Ritmo de Aventura - 1967

24º Ranking Rolling Stones Magazine




Ídolo na música brasileira, Roberto Carlos também estrelou filmes, inspirados em modelo lançado pelos Beatles na década de 1960. O primeiro desses foi o longa-metragem "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", de 1967, dirigido por Roberto Farias. A trilha sonora do filme foi lançada naquela mesma época, com o mesmo sucesso do filme, com canções de destaque como "Eu Sou Terrível", "Como É Grande O Meu Amor Por Você" "Quando", e "Por Isso Eu Corro Demais".
Em todas as 12 músicas, Roberto teve o excelente acompanhamento instrumental de Renato e Seus Blue Caps e do tecladista Lafayette, que inovou na faixa “E Por Isso Estou Aqui” tocando cravo, instrumento consagrado no período Barroco.
O LP foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o 24º melhor disco brasileiro de todos os tempos.

Lado A

  1. "Eu Sou Terrível" (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
  2. "Como É Grande O Meu Amor Por Você" (Roberto Carlos)
  3. "Por Isso Corro Demais" (Roberto Carlos)
  4. "Você Deixou Alguém A Esperar" (Édson Ribeiro)
  5. "De Que Vale Tudo Isso" (Roberto Carlos)
  6. "Folhas De Outono" (Francisco Lara - Jovenil Santos)

Lado B

  1. "Quando" (Roberto Carlos)
  2. "É Tempo De Amar" (Pedro Camargo - José Ari)
  3. "Você Não Serve Pra Mim" (Renato Barros)
  4. "E Por Isso Estou Aqui" (Roberto Carlos)
  5. "O Sósia" (Getúlio Côrtes)
  6. "Só Vou Gostar De Quem Gosta De Mim" (Rossini Pinto)



  7. Roberto Carlos nascimento 19/04/1941

    Capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, aos 9 anos já chamava a atenção na rádio local imitando o cantor Bob Nelson. Aos 12 mudou-se para Niterói com a família, e começou a fazer amizades com outros rapazes que gostavam de música, especialmente o rock'n'roll que vinha dos Estados Unidos. 


    Em 1957 formou com alguns amigos, inclusive Tim Maia, o conjunto "Os Sputniks". No ano seguinte já era integrante do "The Snakes", junto com Erasmo Carlos. Com esse grupo chegou a participar do programa Clube do Rock, de Carlos Imperial, na TV Continental. Gravou alguns compactos no final da década de 50 e em 1961 lançou o primeiro LP, "Louco por Você". 



    A partir daí passou a investir, com apoio da gravadora CBS, no incipiente mercado de música jovem. Para isso juntou-se ao amigo Erasmo e passou a fazer versões e compor músicas como "Splish Splash", "O Calhambeque", "É Proibido Fumar" e outras que visavam ao filão juventude transviada, criando o primeiro movimento de rock feito no Brasil. 



    Em 1965 estreou, ao lado de Erasmo e Wanderléa, o programa Jovem Guarda, na TV Record, que daria nome ao movimento. O desafio do programa era manter a elevada audiência das tardes de domingo, até então garantida pela transmissão dos jogos de futebol e agora ameaçada, já que as transmissões haviam sido proibidas. O programa não só manteve a audiência, como conseguiu aumentá-la. 



    Roberto Carlos foi um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira. Além do programa e dos discos, estrelou filmes, inspirados no modelo lançado pelos Beatles nos anos 60. O primeiro longa, "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", foi lançado em 1967, seguido por "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa" e "Roberto Carlos a 300km por Hora". 



    Nos anos 70, com o esmorecimento do movimento da Jovem Guarda, muda de estilo e torna-se um cantor e compositor basicamente romântico. Foi a partir daí que seu público-alvo deixou de ser o jovem e passou a ser o público adulto. Nessa linha, seus grandes sucessos são "Detalhes", "Emoções", "Café da Manhã", "Força Estranha", "Guerra dos Meninos", "Fera Ferida", "Caminhoneiro", "Verde e Amarelo". Recentemente passou a dedicar-se mais ao filão religioso de sua obra, com o sucesso da música "Nossa Senhora". 



    A carreira de Roberto Carlos é superlativa. Desde 1961 conseguiu a incrível façanha de lançar um disco inédito por ano, interrompida apenas em 1999 por causa da doença de sua então esposa, Maria Rita, que viria a falecer. Nos últimos anos esse lançamento acontece invariavelmente no Natal. Seus discos já venderam milhões de cópias e bateram recordes de vendagem (em 1994 bateu a marca de 70 milhões de discos vendidos). Fez milhares de shows em centenas de cidades, no Brasil e no exterior. Seu fã-clube é um dos maiores de todo o mundo. Dezenas de artistas já fizeram regravações de suas músicas. Já lançou discos em espanhol e inglês, em diversos países. Atualmente continua se apresentando com freqüência e todo ano produz um especial que vai ao ar na semana do Natal pela TV Globo, mesma época do lançamento dos seus discos anuais. 



    Em 2001 gravou seu Acústico MTV, CD aguardíssimo e polêmico, já que não pode ser exibido pela MTV Brasil, uma vez que o artista possuía um contrato com a Rede Globo, que não permitia sua imagem em outras emissoras de TV. Este álbum reúne os grandes sucessos de sua carreira, além de nomes consagrados na MPB, como Samuel Rosa, do Skank (em “É Proibido Fumar”), Toni Belotto, dos Titãs (em “É Preciso Saber Viver”)e o gaitista Milton Guedes (em “Parei Na Contramão”). 



    Após longa espera, em 2003 o "Rei" presenteia os fãs com este novo álbum “Pra Sempre”, repleto de canções inéditas, entre elas a faixa-título que é um fox no estilo "Emoções", e declara seu amor eterno a Maria Rita. Em 2005 lança seu disco “Roberto Carlos 2005”, que traz em seu repertório nove faixas, incluindo "Loving You", a balada lançada por Elvis Presley em 1957; "Promessa", música composta por Roberto e Erasmo Carlos para Wanderley Cardoso em 1965; "Coração Sertanejo", sucesso de Chitãozinho & Xororó em 1996. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Tom Jobim - Matita Perê - 1973

83º Ranking Rolling Stones Magazine





01 - Águas De Março
02 - Ana Luiza
03 - Matita Pere
04 - Tempo Do Mar
05 - The Mantiqueria Range
06 - Cronica Da Casa Assassinada
07 - Rancho Das Nuvens
08 - Nuvens Douradas

Tom Jobim nascimento 25/01/1927 falescimento 08/12/1994

Tom Jobim é um dos nomes que melhor representam a música brasileira na segunda metade do século XX. Pianista, compositor, cantor, arranjador, violonista às vezes, é praticamente uma unanimidade quando se pensa em qualidade e sofisticação musical. Nasceu no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, mudando-se logo com a família para Ipanema. Aprendeu a tocar violão e piano tendo tido aulas, entre outros, com o professor alemão Koellreuter, introdutor da técnica dodecafônica no Brasil. Pensou em trabalhar como arquiteto e chegou a se empregar em um escritório, mas logo desistiu e resolveu ser pianista. Tocava em bares e inferninhos em Copacabana no início dos anos 50, até que em 1952 foi contratado como arranjador pela gravadora Continental. Além dos arranjos, também tinha a função de transcrever para a pauta as melodias de compositores que não dominavam a escrita musical. Por essa época começou a escrever suas primeiras composições.

A primeira música gravada foram "Incerteza" (com Newton Mendonça), por Mauricy Moura. "Tereza da Praia", parceria com Billy Blanco, gravada por Lúcio Alves e Dick Farney pela Continental em 1954, foi o primeiro sucesso. Depois disso participou de gravações e compôs com Billy Blanco a "Sinfonia do Rio de Janeiro", além de outras parcerias como Dolores Duran ("Se É por Falta de Adeus", "Por Causa de Você"). Em 1956 musicou a peça "Orfeu da Conceição" com Vinicius de Moraes, que se tornou um de seus parceiros mais constantes. Dessa peça, fez bastante sucesso a música "Se Todos Fossem Iguais a Você", gravada diversas vezes. Tom Jobim fez parte do núcleo embrionário da bossa nova. O disco "Canção do Amor Demais" (1958), de composições de Tom e Vinicius cantadas por Elizeth Cardoso e acompanhadas pelo violão de João Gilberto (em algumas faixas) e orquestra é considerado um marco inaugural da bossa nova, pela originalidade das orquestrações, harmonias e melodias. Inclui, entre outras, "Canção do Amor Demais", "Chega de Saudade" e "Eu Não Existo sem Você". A concretização da bossa nova como estilo musical veio logo em seguida com o 78 rotações "Chega de Saudade", interpretado por João Gilberto, lançado em 1958. 

No ano seguinte, o LP "Chega de Saudade", de João Gilberto, com arranjos e direção musical de Tom, consolidou os rumos que a música popular brasileira tomaria dali pra frente. No mesmo ano foi a vez de Silvia Telles gravar "Amor de Gente Moça", um disco com 12 músicas de Tom, entre elas "Só em Teus Braços", "Dindi" (com Aloysio de Oliveira) e "A Felicidade" (com Vinicius). Tom foi um dos destaques do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall, em Nova York em 1962. No ano seguinte compôs, com Vinicius, um de seus maiores sucessos e possivelmente a música brasileira mais executada no exterior: "Garota de Ipanema". Nos anos de 1962 e 1963 a quantidade de "clássicos" produzidos por Tom é impressionante: "Samba do Avião", "Só Danço Samba" (com Vinicius), "Ela É Carioca" (com Vinicius), "O Morro Não Tem Vez", "Inútil Paisagem" (com Aloysio), "Vivo Sonhando". Nos Estados Unidos gravou discos (o primeiro individual foi "The Composer Of 'Desafinado' Plays", de 1965), participou de shows e fundou sua própria editora, a Corcovado Music.

O sucesso de suas músicas fora do Brasil o fez voltar aos EUA em 1967 para gravar com um dos grandes mitos americanos, Frank Sinatra. O disco "Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim", com arranjos de Claus Ogerman, incluiu versões em inglês de músicas de Tom ("The Girl From Ipanema", "How Insensitive", "Dindi", "Quiet Night of Quiet Stars") e composições americanas, como "I Concentrate On You", de Cole Porter. No fim dos anos 60, depois de lançar o disco "Wave" (com a faixa-título, "Triste", "Lamento" e várias músicas instrumentais), participou de festivais no Brasil, ganhando inclusive o primeiro lugar no III Festival Internacional da Canção da TV Globo com "Sabiá", parceria com Chico Buarque, interpretado por Cynara e Cybele, do Quarteto em Cy. "Sabiá" conquistou o júri, mas não o público, que vaiou ostensivamente a música diante dos constrangidos compositores. Aprofundando seus estudos musicais, adquirindo influências de compositores eruditos, principalmente Villa-Lobos e Debussy, Tom Jobim prosseguiu gravando e compondo músicas vocais e instrumentais de rara inspiração, juntando harmonias do jazz ("Stone Flower") e elementos tipicamente brasileiros, fruto de suas pesquisas sobre a cultura brasileira.

É o caso de "Matita Perê" e "Urubu", lançados na década de 70, que marcam a aliança entre a sofisticação harmônica de Tom e sua qualidade de letrista. São desses dois discos "Águas de Março", "Ana Luíza", "Lígia", "Correnteza", "O Boto", Ângela". Também nessa época grava discos com outros artistas, casos de "Elis e Tom", "Miúcha e Tom Jobim" e "Edu e Tom". "Passarim", de 1987, é a obra de um compositor já consagrado, que pode desenvolver seu trabalho sem qualquer receio, acompanhado por uma banda grande, a Nova Banda. Além da faixa-título, "Gabriela", "Luiza", "Chansong", "Borzeguim" e "Anos Dourados" (com Chico Buarque) são os destaques. É difícil escolher os mais significativos entre os mais de 50 discos de que participou, como intérprete ou arranjador. Todos eles têm algo de inovador, de diferente e especial. Seu último CD, "Antônio Brasileiro", foi lançado em 1994, pouco antes da sua morte, em dezembro, nos EUA. Biografias foram lançadas, entre elas "Antônio Carlos Jobim, um Homem Iluminado", de sua irmã Helena Jobim, "Antônio Carlos Jobim - Uma Biografia", de Sérgio Cabral, e "Tons sobre Tom", de Márcia Cezimbra, Tárik de Souza e Tessy Callado.

Egberto Gismonti - Circense - 1980

100º Ranking Rolling Stones Magazine




01- Karatê
02- Cego Aderaldo
03- Mágico
04- Palhaço
05- Tá Boa, Santa
06 -Equilibrista
07- Ciranda
08- Mais que a Paixão

Egberto Gismonti nascimento 05/12/1947

Nasceu em uma família de músicos em Carmo, pequena cidade do interior do estado do Rio, filho de pai libanês e mãe italiana. Desde cedo freqüentou o Conservatório, estudando piano. 
Se interessou pela pesquisa da música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com os índios no Xingu. Em 1968 participou do Festival da TV Globo com a música "O Sonho", defendida por Os Três Moraes.

No V Festival Internacional da Canção, em 1970, concorreu com "Mercador de Serpentes". 
No final da década de 60 foi para a Europa, onde teve aulas de piano com a renomada professora Nadia Boulanger. Fez shows na Europa e lançou, no Brasil, em 1969 o primeiro LP, "Egberto Gismonti". 

No início dos anos 70 alternou entre o Brasil e a Europa, gravando discos lá e cá. Do disco "Egberto Gismonti", de 1973, destacaram-se algumas faixas, em parceria com Geraldo Carneiro: "Tango", "Encontro no Bar" e "Luzes da Ribalta". 
Por influência do choro, passou a se interessar pelos diferentes tipos de violão e instrumentos de corda, e começou a aprender o instrumento, passando depois para o violão de 8 cordas, por volta de 1973. Por essa época começou também a estudar diferentes instrumentos, principalmente flautas e kalimbas. 

Foi um dos primeiros músicos brasileiros a dominar sintetizadores. Depois concentrou sua carreira no exterior, gravando discos premiados com o percussionista brasileiro também radicado fora do Brasil Naná Vasconcelos ("Dança das Cabeças", de 1976), e com outros instrumentistas, como Charlie Haden e Jan Garbarek.
Gravou 15 discos entre 1977 e 1993 para o selo norueguês ECM, dez dos quais lançados no Brasil pela BMG em 1995. Através de seu selo Carmo, recomprou seu repertório inicial, e é um dos raros compositores brasileiros donos de seu próprio acervo. Recentemente sua obra passou a ser gravada maciçamente por outros instrumentistas. Algumas peças do disco "Alma", de 1987, tornaram-se hits, como "Palhaço" e "Loro".

Caetano Veloso-Araçá Azul - 1972

97º Ranking Rolling Stones Magazine




01 - Viola, Meu Bem
02 - De Conversa - Cravo e Canela
03 - Tu Me Acostumbraste
04 - Gilberto Misterioso
05 - De Palavra em Palavra
06 - De Cara - Eu Quero Essa
07 - Sugar Cane Fields Foreve
08 - Júlia - Moreno
09 - Épico
10 - Araçá Azul


Caetano Veloso nascimento 07/08/1942

Considerado uma das figuras mais importantes da música popular brasileira, nasceu no interior da Bahia e começou a cantar e tocar violão em Salvador, aonde foi estudar, ao lado da irmã, a também cantora Maria Bethânia. Se interessa por bossa nova e principalmente João Gilberto. 
Nos anos 60 conheceu Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, e juntos começaram a fazer espetáculos e shows. Em 1965 Maria Bethânia é chamada para substituir Nara Leão no espetáculo "Opinião", no Rio de Janeiro, e Caetano a acompanha. No mesmo ano é lançado seu primeiro compacto, com "Cavaleiro" e "Samba em Paz". 

Nos anos seguintes participa dos festivais de música popular e compõe trilhas de filmes. Em 1967 sai o primeiro LP, "Domingo", com Gal Costa. No ano seguinte encabeça o movimento tropicalista e lança o disco "Tropicália ou Panis et Circensis" ao lado de Gil, Gal, Tom Zé, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, Nara Leão. 
No III Festival Internacional da Canção, em 1968, sua música "É Proibido Proibir" leva uma estrondosa vaia e é desclassificada, provocando reação indignada do compositor e cantor. 
Em 1969, depois de ser preso pela ditadura militar, parte para o exílio político na Inglaterra, onde compõe canções como "London, London" e "Como Dois e Dois" e lança discos. 
Volta ao Brasil em 1972 e faz show em várias cidades do Brasil e nos anos seguinte começa a atuar também como produtor. 

Em 1976 Caetano, Gal, Gil e Bethânia se juntam novamente e formam o grupo Doces Bárbaros, que grava um LP sai em turnê. Nos anos 80 continua gravando e produzindo discos, como "Outras Palavras", "Cores, Nomes", "Uns" e "Velô", e em 86 comanda ao lado de Chico Buarque o programa de televisão "Chico & Caetano", onde cantam e trazem convidados. 
Inicia os anos 90 com o sucesso do disco "Circuladô" cuja faixa-título é baseada num poema de Haroldo de Campos, colaborador de longa data. Logo em seguida, "Tropicália 2" refaz a parceria Caetano-Gil. 
Em 1997 sai o primeiro livro de Caetano, "Verdade Tropical", um relato pessoal sobre sua visão de mundo. Seu disco "Livro", de 1998, ganhou o prêmio Grammy em 2000, na categoria World Music. 
Nos anos 80, cresce a popularidade de Caetano Veloso fora do Brasil, especialmente em Israel, Portugal, França e Africa. 

Em 2004, ele foi considerado um dos mais respeitados e produtivos pop-stars latino-americanos no mundo, com mais de cinquenta discos disponíveis, incluindo canções em trilhas sonoras de filmes como "Hable con Ella" (Fale com Ela), de Pedro Almodovar, e "Frida". 
Em 2002, Veloso publicou um livro sobre o movimento da Tropicália, "Tropical Truth: A Story of Music and Revolution in Brazil" (Tropicália: Uma Estória de Música e Revolução no Brasil). 
Em 2003, Caetano lança “Muito Mais”, seu primeiro DVD - Áudio, que foi bônus da caixa comemorativa de 35 anos de carreira. O DVD reúne grandes sucessos do artista escolhidos pelos fãs por meio da internet. Seu primeiro CD em Inglês, foi "A Foreign Sound" - "Um som Estrangeiro" (2004), no qual interpretou "Come as You Are", música da banda Nirvana, bem como outras canções famosas. Cinco das seis canções de seu terceiro álbum "Caetano Veloso", realizado em 1971, também foram cantadas em inglês.