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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Kid Abelha - Meio Desligado - 1995

89º Ranking Rolling Stones Magazine



1. Deus (Apareça na televisão)
2. Alice (Não me escreva aquela carta de amor)
3. Gosto de ser cruel
4. Como eu quero
5. Porque não eu
6. Seu espião
7. Eu tive um sonho
8. O beijo
9. Cristina
10.No meio da rua
11.Nada por mim
12.Grand' hotel - Introdução
13.Grand' hotel
14.Solidão que nada
15.Canário do reino

Meio Desligado é o segundo álbum ao vivo da banda brasileira de pop rock Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, posteriormente conhecidos apenas como Kid Abelha, lançado originalmente em 1994 pela Warner Music. O álbum vendeu certa de 600 mil cópias, ganhando disco de platina duplo pela ABPD, sendo o disco que mais vendeu da banda até aquele momento e marcando o sucesso da canção "Solidão Que Nada" Foi o primeiro acústico da banda.

Acontece uma certa renovação do público da banda. O disco atinge uma vendagem extraordinária, ganhando o primeiro duplo de platina. Traz uma versão meio mística de Deus (Apareça na Televisão); deliciosas versões românticas para Alice (Não Me Escreva Aquela Carta de Amor), Seu Espião, Porque Não Eu? e Gosto de Ser Cruel, com bastante violão e piano; No Meio da Rua vem com uma versão meio country; três regravações, sendo elas Canário do Reino, Cristina (de Tim Maia) e Solidão Que Nada (de Cazuza). Também os sucessos Grand' Hotel, Como Eu Quero e Eu Tive um Sonho preenchiam o disco. Apesar de ser um disco acústico gravado ao vivo, não teve versão em home vídeo. É o último trabalho da banda lançado em LP.

Arnaldo Baptista - Loki - 1974

34º Ranking Rolling Stones Magazine





01- Será que eu vou virar bolor
02- Uma pessoa só
03- Não estou nem aí
04- Vou me afundar na lingerie
05- Honky tonky (patrulha do espaço)
06- Cê ta pensando que eu sou loki
07- Desculpe
08- Navegar de novo
09- Te amos podes crer
10- É fácil

Foi lançado em 1974 depois de um suposto ataque nervoso e é considerado um dos melhores álbuns dos anos 70. O álbum expressa sua angústia perante a sociedade pós-contemporânea, unida à análise de sufocantes aspectos da humanidade: solidão, drogas, sexo e até óvnis.
Nesse álbum seminal, Arnaldo Baptista expõe de forma pungente - e até mesmo ressentida, a despeito de seu enorme talento - sua infelicidade, decepção e arrependimento; Devastado pelo divórcio com Rita Lee, Arnaldo realiza algumas de suas composições mais inspiradas e melancólicas, no que seria uma espécie de último lampejo criador precedendo a derrocada psiquiátrica de que até hoje padece e que já então se anunciava de forma evidente. Uma clara evidência da tênue linha existente entre loucura e genialidade.
A enorme gama de estruturas melódicas explorada ao longo das faixas mostra o Arnaldo sambista; o Arnaldo roqueiro; e até mesmo o compositor jazzístico, como na célebre Honky tonky.
O álbum foi eleito pela revista Rolling Stone como o 34º melhor álbum brasileiro de todos os tempos.

Arnaldo Baptista nascimento 06/07/1948

Pianista de formação clássica, baixista e compositor, foi fundador do grupo Os Mutantes, formado em São Paulo em 1966, originalmente com Rita Lee e Sergio Dias, e que definiu rumos para o rock e a música pop brasileira. Arnaldo, um dos "malditos" da cultura brasileira, é considerado uma figura de transição entre o tropicalismo dos anos 70 e o rock brasileiro dos 80. Já foi internado em sanatórios e tentou o suicídio. Virou tema de vídeo e livro. 

Em 1974 lançou um disco solo, "Loki?", e três anos depois montou a banda Patrulha do Espaço, que lançou discos nos anos 80. A partir de meados da década de 80 passa a se dedicar também à literatura e à pintura, até que em 1995 assina contrato com a gravadora Virgin Brasil, que lança "Singin' Alone".